A digitalização tem sido um fator transformador em praticamente todos os setores da economia global. No campo da defesa, essa revolução tecnológica é ainda mais intensa e estratégica, redefine a forma como forças armadas planejam, operam, integram plataformas e tomam decisões. Hoje, sistemas embarcados, software crítico e integração digital não são apenas facilitadores, são componentes essenciais de capacidade operacional e soberania tecnológica.
Evolução de sistemas embarcados e software crítico
Sistemas embarcados são computadores especializados integrados diretamente em plataformas físicas, como aeronaves, navios, veículos terrestres e sistemas de comando e controle, para realizar funções essenciais de missão. Esses sistemas operam em tempo real, processando dados de sensores, controlando atuadores e garantindo a continuidade de funções críticas. O desenvolvimento de software embarcado requer engenharia rigorosa, porque envolve garantir segurança, confiabilidade e determinismo em ambientes desafiadores, onde falhas podem comprometer vidas e a segurança das operações.
No contexto de defesa, o software crítico é definido por sua necessidade de atender a padrões de segurança, certificação e confiabilidade elevados. Ele está presente em aviônicos de última geração, no núcleo de sistemas de comunicação seguros e na lógica que coordena sistemas de armas e sensores integrados. A certificação e a robustez desses softwares influenciam diretamente a eficácia das plataformas em campo.
Integração digital e interoperabilidade
A digitalização avança quando essas unidades embarcadas não funcionam isoladamente, mas são integradas em um ecossistema digital resiliente. A interoperabilidade, a capacidade de sistemas diferentes trocarem, entenderem e utilizarem informações entre si, é um dos pilares da transformação digital em defesa. Ela permite que sensores, plataformas e centros de comando compartilhem dados em tempo real, proporcionando consciência situacional unificada e decisões mais rápidas e acertadas.
No Brasil, a integração digital é uma prioridade operacional refletida em exercícios realizados pelas Forças Armadas, como a Operação Íris, que conectou comunicações de comando e controle entre Marinha, Exército e Força Aérea em tempo real.
Contribuição da AEL Sistemas
A AEL Sistemas tem sido uma protagonista dessa transformação digital na defesa brasileira. Com 45 anos de atuação em tecnologia de defesa e cerca de 460 colaboradores, dos quais uma parte significativa é formada por engenheiros especializados em software embarcado, sensores e integração de sistemas, a empresa desenvolve soluções que exemplificam essa digitalização estratégica.
Um dos destaques é o Link-BR2, um datalink militar criptografado que permite a troca de dados, vídeos e informações táticas em tempo real entre plataformas aéreas, terrestres e navais. Originalmente concebido em conjunto com a Força Aérea Brasileira, o Link-BR2 promove consciência situacional compartilhada e operação coordenada de forças, integrando aeronaves como o F-5M, o A-29 e plataformas de vigilância, além de permitir conexão com centros de controle em solo.
Outro exemplo é a família de rádios táticos RDS, Rádio Definido por Software, e MARC, Mission Airborne Radio Computer, que combinam capacidades de rádio, enlace de dados e funções de missão em uma única unidade. Esses sistemas asseguram comunicações resilientes em ambientes degradados ou negados, um requisito essencial para operações modernas que dependem de interoperabilidade digital em domínios variados.
Integração multiplataforma e soluções multidomínio
A AEL também tem apresentado soluções em ambientes multidomínio, naval, terrestre e aéreo, como parte de esforços para fortalecer a integração e interoperabilidade das Forças Armadas. Em conferências especializadas, a empresa destacou a interoperabilidade do Link-BR2 e dos rádios táticos com sistemas de vigilância, guerra eletrônica e autoproteção antidrone, contribuindo para um ambiente operacional digitalizado e coordenado.
Essa integração digital não está restrita a comunicações puras. Ao combinar consciência situacional, criptografia robusta e processamento de dados em tempo real, sistemas embarcados e software crítico habilitam capacidades como C4ISR, Comando, Controle, Comunicações, Computação, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, que são a espinha dorsal das operações modernas de defesa.
Soberania tecnológica e futuro da defesa digital
A digitalização dos sistemas de defesa também está ligada à soberania nacional. Investir em engenharia local, software crítico e integração digital fortalece a autonomia tecnológica do Brasil, reduz a dependência de soluções externas e garante que decisões e operações sensíveis sejam conduzidas com total controle nacional. A AEL Sistemas, ao projetar e produzir soluções no Brasil e colaborar com parceiros estratégicos como o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, contribui diretamente para essa meta estratégica.
A digitalização está mudando profundamente os sistemas de defesa modernos. A transição de sistemas isolados para ecossistemas digitais integrados aumenta a velocidade e a qualidade da informação disponível aos tomadores de decisão, expande capacidades operacionais e fortalece a segurança nacional. Na vanguarda dessa transformação está a expertise brasileira em software crítico, sistemas embarcados e interoperabilidade, pilares que têm sido intensificados por meio do trabalho da AEL Sistemas em aviônicos, comunicações seguras, datalinks e soluções integradas.
À medida que as ameaças evoluem e os ambientes operacionais se tornam mais complexos, a digitalização continuará a ser um elemento central da defesa moderna, uma área em que o Brasil e a AEL Sistemas têm demonstrado competência técnica e compromisso com a soberania nacional.



