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O Futuro das Operações Conjuntas: Interoperabilidade nas Forças Armadas

Interoperabilidade para Forças Armadas
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Link-BR2, sistema de enlace de dados desenvolvido pela AEL permite compartilhamento seguro e instantâneo de informações entre diferentes plataformas e fortalece a capacidade de atuação conjunta das Forças Armadas.

A evolução das operações militares modernas passa, cada vez mais, pela capacidade de conectar sensores, aeronaves, sistemas de defesa e estruturas de comando em uma única rede de informações. Nesse contexto, a Força Aérea Brasileira (FAB) avança na consolidação de suas capacidades de combate em rede com o emprego do Link-BR2, sistema nacional de enlace de dados desenvolvido para permitir o compartilhamento seguro e em tempo real de informações críticas entre diferentes plataformas operacionais.

A tecnologia representa um importante passo na construção de uma arquitetura de comunicação mais integrada, interoperável e resiliente, capaz de ampliar a consciência situacional dos operadores e apoiar decisões mais rápidas e coordenadas em cenários de elevada complexidade.

“O Link-BR2 pode ser entendido como uma grande rede de dados que conecta os principais atores no cenário tático de forma segura e eficaz. É como se estivéssemos levando a lógica da internet para o ambiente operacional militar, explorando as vantagens da troca de informações críticas em tempo real”, explica Fernando Mauro Medardoni, responsável pelo projeto na AEL.

Na prática, o sistema permite que aeronaves, radares, sensores e centros de comando compartilhem informações instantaneamente, formando uma visão operacional comum. Dados como posição de meios aéreos, informações de sensores e elementos relevantes para a condução das missões passam a ser distribuídos em rede, reduzindo o tempo necessário para análise e tomada de decisão.

“Essa capacidade funciona como um grande quebra-cabeça operacional. Isoladamente, cada informação possui valor limitado. Quando compartilhadas em rede, elas constroem uma visão mais ampla e integrada do cenário, permitindo decisões mais rápidas e coordenadas”, destaca F. Mauro.

O emprego do Link-BR2 ocorreu recentemente durante o Exercício Conjunto (EXCON) Escudo-Tínia 2026, realizado na Base Aérea de Anápolis (BAAN), oportunidade em que o sistema foi utilizado para integrar aeronaves F-5M, dados gerados pelo E-99M, radares de solo e estruturas de Comando e Controle em um ambiente operacional de alta complexidade. A atividade permitiu validar capacidades e ampliar a experiência operacional dos usuários em um cenário conjunto envolvendo meios da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da FAB.

Mais do que uma ferramenta de comunicação, o Link-BR2 representa a consolidação de competências estratégicas nacionais em áreas sensíveis para a Defesa, como criptografia, integração de sistemas críticos, segurança cibernética e domínio tecnológico aplicado ao ambiente operacional.

Para nós, a adoção gradual dessa capacidade acompanha uma tendência observada nas forças armadas mais modernas do mundo, que têm na troca segura de dados um dos principais multiplicadores de poder de combate. Estamos avançando na construção de uma arquitetura de comunicação operacional mais conectada, segura e interoperável. O emprego do Link-BR2 demonstra a maturidade alcançada até aqui e estabelece bases relevantes para a evolução futura dessas capacidades no âmbito do Ministério da Defesa e das Forças Armadas.

A consolidação de sistemas como o Link-BR2 reforça a capacidade da Defesa brasileira de atuar de forma integrada em ambientes complexos, conectando meios distintos em uma mesma rede operacional e ampliando a eficiência, a coordenação e a prontidão das forças empregadas.